Empresa defende terceirização do síndico

 

Administradora de Belo Horizonte/MG, que oferece mão de obra para gestão de edifícios, a GR Assessoria defende que demandas como o acompanhamento de obras e elaboração de orçamento possam ser feitas por representantes terceirizados e especializados em gestão condominial. De acordo com a empresa, a administração de um edifício se torna otimizada quando passa a ser feita de forma profissional, com representantes experientes e dedicados, exclusivamente, às funções exigidas pelo cargo. Sua atuação deve estar sujeita à prestação de contas anualmente ao conselho fiscal e à assembleia geral do prédio ou sempre que algum condômino o exigir, destacou a GR.

Como nem sempre os próprios moradores têm os conhecimentos, disponibilidade ou interesse em assumir as responsabilidades das rotinas dos condomínios, uma alternativa é a contratação de síndicos profissionais.

Na visão da prestadora de serviços, trata-se de funcionários terceirizados cujo trabalho é atender às demandas que deveriam ser de um síndico comum, mas com a vantagem, segundo a GR, de possuírem profundo conhecimento em gestão sindical e na legislação referente aos condomínios residenciais ou comerciais.

Segundo Guilherme Gonçalves (foto), diretor da empresa, o custo para manter-se um síndico profissional varia conforme a quantidade de unidades, empregados, elevadores e outras características dos prédios. “No entanto, para um condomínio básico, de cerca de seis unidades, o valor costuma iniciar-se a partir de R$ 500,00. Esse é um preço que satisfaz a maioria dos prédios e representa a vantagem de se ter uma pessoa confiável e que pode resolver todos os detalhes funcionais dos condomínios”, afirmou Gonçalves.

Entre tais detalhes, o diretor citou a manutenção elétrica e hidráulica, acompanhamento de obras, contratação e demissão de empregados, agendamento e condução de assembleias e elaboração de orçamentos. 

Do mesmo modo, ele acredita que outras tarefas como mediação de conflitos, fiscalização do cumprimento do regimento interno e atas, e representação jurídica e administrativa do condomínio também são de responsabilidade desse profissional.

Prestação de contas deve ser ao conselho fiscal

 

“Como um funcionário externo, o síndico profissional exerce suas atividades em horários pré-estabelecidos, embora esteja à disposição para plantões aos fins de semana, feriados e fora do horário comercial, bem como pode ser contatado por telefone”, orientou o diretor da empresa. O objetivo é que as atividades sejam executadas de acordo com as melhores práticas de mercado, de forma sistemática e sem os eventuais inconvenientes de se misturar demandas profissionais com o relacionamento pessoal, que muitas vezes causa problemas entre os síndicos comuns e os outros condôminos.

Fonte: Folha do condomínio online. 01/10/2013. http://www.folhadocondominio.com.br/materia.php?id=3866